sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Enduro muito duro...




Não podemos ter extremes assim no campeonato nacional....pelo menos com o regulamento actual....
Masters...masters....que saudades...

Foto: Dario Agrati ( David Knight, vencedor do Hell´s Gate 2006)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Existe apenas um motivo para não se realizar ou anular uma prova de enduro. Esse motivo é a falta de segurança. E a falta de segurança pode manifestar-se de duas formas. Uma através do terreno e outra através do tempo regulamentar definido para percorrer uma determinada distância. Ambas têm solução.
Começando pela segunda, de nada serve argumentar que se o piloto percorrer essa distância com o devido cuidado, nem que para isso penalize, elimina o factor perigo. Não é verdade. Primeiro porque se o tempo é o regulamentar, tratando-se de uma competição, o piloto dará o máximo para não exceder esse tempo. É o máximo que todos os pilotos querem dar, mas em segurança como em qualquer outra competição. Segundo, e este motivo é ainda mais forte, porque existem zonas em pleno percurso em qualquer enduro que, se o piloto tem um acidente grave, para o socorrer através de uma ambulância ou outros meios é muito complicado e moroso, senão por vezes impossível. Situação esta que não acontece nas competições realizadas em circuito fechado, como é bom relembrar. E a segurança do piloto tem de estar sempre salvaguardada dentro daquilo que, obviamente, é previsível e de conhecimento através da experiência.
Em relação ao terreno, convém recordar que perigo não é sinónimo de dificuldade. Uma extreme ou uma trialeira pode ser de dificuldade elevada e não ser perigosa. Porque se o for, o piloto tem todo o direito de recusar faze-la. O enduro é uma competição, profissional para alguns, e não um circo. Por muito profissional que o piloto seja, ele não é obrigado a sujeitar-se ao perigo e mais, deve recusar e servir de exemplo para os amadores. Quanto à dificuldade de uma extreme, a partir do momento em que os regulamentos não permitem ajuda em plena especial, ela tem de ser equivalente aquilo que o binómio máquina/piloto sozinho consegue transpor, com maior ou menor dificuldade dependendo do piloto. Claro que é fácil falar e mais difícil é quantificar o grau de exigência de uma determinada zona, principalmente quando o tempo e a constante passagem de pilotos altera as condições da mesma. Mas na comissão e nas organizações existem pessoas que sabem de enduro, pelo que é fundamental que na altura de analisar a dificuldade de uma extreme alguém capaz esteja presente. E esse alguém tem de ter a capacidade e legitimidade de decidir de maneira a encontrar alternativas ao traçado préviamente definido.
Não foram citados nomes de pilotos nem de organizações. O objectivo desta opinião é servir de reflexão, independentemente de se concordar com ela ou não.

Em relação ao que aconteceu no Enduro de Marco de Canavezes a única coisa que me preocupa é existir a hipótese de alguns elementos da Comissão baterem com a porta. Independentemente do que aconteceu e de quem é a culpa, por acaso justifica-se uma medida tão drástica que, espero eu tenho sido pensada a quente? Os problemas resolvem-se e é com eles que aprendemos e evoluímos. É muito fácil fazer rolar cabeças quando não somos nós os responsáveis! Uma coisa é errar na altura de decidir (algo que pode acontecer a qualquer um) outra é a incompetência. E penso que na comissão estão pessoas muito competentes e que têm dado muito ao enduro.
Já agora, porque é que não participaram alguns pilotos da classe Nacional no segundo dia do Enduro de Marco de Canavezes, definido com tempos B e não tendo que efectuar a totalidade da extreme? A prova estava perigosa mesmo com estas alterações?



Boas curvas,

Nuno Coelho (nunoandrecoelho@gmail.com)

Helder Rodrigues vence Enduro de Marco de Canaveses


No passado fim-de-semana, disputou-se em Marco de Canaveses, a 2ª prova do Campeonato Nacional de Enduro 2006, sendo a primeira com dois dias de duração.

Esta prova contou à partida com 99 pilotos, que tiveram que enfrentar um verdadeiro fim-de-semana de inverno, com chuva muito intensa. E este forte temporal foi um problema, pois muitos pilotos decidiram não alinhar no Domingo, alegando que era perigoso disputar a prova nestas condições, pois os controlos horários eram muito apertados e assim tornava-se difícil não penalizar.
Inicialmente havia uma grande expectativa em relação a esta prova, pois todos estavam ansiosos por ver a prestação de Hugo Santos, piloto que nos últimos anos domina os nacionais de Motocross e Supercross, e que fazia aqui a sua estreia no Enduro. Este piloto inscreveu-se na classe Elite 1, aos comandos de uma Honda CRF 250.
No entanto, o piloto de Chaves, acabou por abandonar a prova no final da primeira de três voltas, a um percurso de 50 km, devido a problemas gastrointestinais. Foi pena, pois o piloto estava a imprimir um andamento muito forte, que lhe permitiu vencer a primeira Cross-Test.
Assim, as restantes “especiais” cronometradas desta classe (Elite 1) acabaram por ser vencidas por Paulo Gonçalves (Honda CRF 250). A 1.40min do piloto de Esposende, ficou Fernando Ferreira (Yamaha WR 250F), que conseguiu conquistar o segundo lugar, ficando bastante distanciado dos seus perseguidores, pois todos sofreram penalizações.
O último lugar do pódio desta classe, pertenceu a Pedro Enes (KTM SX 250F), mas já bastante distanciado de Ferreira. Enes, ainda em convalescença de um pulso lesionado na prova anterior, em Góis, penalizou 5 minutos.
A classe Elite 2 foi dominada por Hélder Rodrigues (Yamaha WR 450F), pois este piloto além de ter sido o mais rápido em quase todas as “especiais” (apenas não venceu a primeira “especial”, que foi vencida por Felícia), foi o único da classe que não sofreu qualquer penalização.
O segundo lugar desta classe foi para o espanhol Joan Pedrero (Sherco 4.5i), mas a quase 4 minutos de Hélder.
O vencedor da jornada inaugural, Paulo Felícia (Beta RR 450), apesar de ter vencido a primeira “especial”, teve que se contentar com o terceiro lugar.
No final deste primeiro dia 77 pilotos colocaram as respectivas motos em Parque Fechado, mas à partida de Domingo apenas 54 alinharam. Os restantes, decidiram não alinhar, pelas razões apontadas no início deste texto. Muitos dos que não alinharam no segundo dia são pilotos da categoria Elite, que acabou por contar apenas com quatro participantes. Ainda assim, e como já tinha sido previsto na véspera, a organização aplicou a tabela de "Tempos B", mais largos entre controlos (no primeiro dia utilizara a tabela "A", o que contribuiu para imensas penalizações), e introduziu ajustamentos no percurso. Neste dia praticamente não choveu, o que facilitou a vida aos corajosos resistentes.
Na classe Elite 1, Fernando Ferreira foi o único participante e, lógicamente, venceu. Em Elite 2, Hélder Rodrigues não contou com a presença dos seus mais fortes opositores e, por isso, venceu facilmente. No entanto, pelo segundo posto desta classe houve uma forte luta, travada entre Bianchi Prata (Yamaha YZ 250) e Vitor Oliveira (Husaberg FE 450), com este a terminar a pouco mais de 6 segundos de Prata.

Passando à categoria Nacional, na classe 1 Gonçalo Reis (KTM SX 250F) ganhou no primeiro dia, seguido por Bruno Alvarinhas (KTM EXC 125). No Domingo apenas um piloto teve coragem para marcar presença e chegar ao fim, Ricardo Filipe (Yamaha WR 250F).
No Sábado, o açoreano Marco Garcia, aos comandos de uma Husqvarna WR 250, ganhou na classe 2, diante de Daniel Xavier (Suzuki RM 250). No Domingo o triunfo coube a Miguel Monteiro (Gas Gas EC 300), seguido por Garcia.
Na classe 3, António Oliveira (Honda CRF 450) ganhou no primeiro dia, seguido de muito perto por Nuno Freitas (KTM EXC 450), que terminou a pouco mais de 14 segundos. Este último levou a melhor no Domingo, enquanto o segundo lugar foi para Sérgio Inês (KTM EXC 450).

O Campeonato Nacional de Enduro prossegue dia 12 de Março, nos Açores (ilha do Faial).

Texto: Filipe Coelho
Foto:Nuno Coelho

Nacional 2006 - Marco de Canaveses - Elite 1


Nacional 2006 - Marco de Canavezes - Elite 2








domingo, 12 de fevereiro de 2006

Todos a Marco de Canaveses!


É já no próximo fim de semana, dias 18 e 19, que prossegue o Campeonato Nacional, em Marco de Canaveses. Esta prova de 2 dias espera-se bastante espectacular tendo em conta as anteriores edições, organizadas de uma forma exemplar com percurso e especiais muito atractivos para pilotos e público. Assim, o Moto Clube do Marco que assume a sua candidatura à realização de uma prova do Mundial da especialidade já em 2007, definiu para a edição deste ano um percurso novo com a extensão de 50 Km a percorrer em três voltas em cada dia.
Para saber tudo sobre a prova de Marco de Canaveses acedam ao site oficial: http://www.enduromarco.com/. Neste site, tanto o público como os pilotos têm acesso a toda a informação essencial da prova e da cidade, como programa, mapas, alojamentos, restaurantes, regulamento da prova, ficha de inscrição, etc...
De referir ainda a excelente qualidade do site em termos de conteúdo e grafismo. Um exemplo a seguir...
Com tanto esforço e dedicação demonstrados por esta organização, a melhor forma de o reconhecermos é estando presentes na prova. Por isso, todos a Marco de Canaveses!

Boas curvas,

Nuno Coelho (nunoandrecoelho@gmail.com)