domingo, 21 de setembro de 2014

Gonçalo Reis volta a ser campeão


Antes desta temporada, no currículo de Gonçalo Reis já avultavam cinco títulos de campeão nacional de Enduro, mas o mais recente – e único absoluto – remontava a 2010. Agora, aos 28 anos de idade, o piloto do Magoito explorou da melhor forma a ausência do adversário que liderava a competição antes desta jornada final. De facto, uma lesão no cotovelo direito impossibilitou Luís Correia de alinhar em Alcanena, onde Gonçalo Reis dominou as operações para ser campeão.

A prova organizada pelo Pedrinha Motor Clube foi a única do Campeonato repartida em dois dias pontuáveis, com os pilotos das classes principais a cumprirem três voltas diárias ao percurso, no Sábado enlameado devido à chuva caída durante a primeira parte da prova. À partida, apesar da confirmada ausência de Correia, Gonçalo Reis ainda tinha outro foco de preocupação, pois Joaquim Rodrigues estava apenas com 6 pontos de atraso, pelo que qualquer deles dependia de si próprio para chegar ao título absoluto.

Essa questão começou a ser resolvida logo no Sábado, porque na segunda volta Rodrigues perdeu cerca de 1m50s para Reis no conjunto de duas “especiais”, diferença que ainda aumentou até final. Assim, Reis ganhou o dia, com 1m27,5s sobre Diogo Ventura – este com 1 minuto de penalização, e líder durante a primeira metade da prova – enquanto Mário Patrão era 3.º absoluto e conseguia finalmente quebrar a invencibilidade de Joaquim Rodrigues na classe Elite 2, com este a ser 4.º da “geral”.

No segundo dia de prova, Reis foi o mais rápido em seis das nove passagens pelos troços cronometrados – só perdeu para Rodrigues as três passagens pela “Extreme” – e voltou a triunfar, desta vez com 40,7s sobre Ventura, enquanto Rodrigues era agora 3.º diante de Patrão, e Fábio Pereira o 5.º na frente de João Ribeiro – invertendo o ordenamento observado na véspera.

O novo campeão da classe Elite 1, Joaquim Rodrigues, garantiu assim o seu 16.º título nacional mas o primeiro no Enduro, após uma carreira recheada de êxito no Motocross e Supercross.

Na classe Open 1 havia quatro candidatos ao título, três deles a dependerem apenas de si próprios, mas logo no Sábado as contas revelaram-se favoráveis a Jorge Leite, pois ganhou com significativa vantagem sobre Carlos Pedrosa, e viu desistirem outros dois rivais, João Hortega (com a cremalheira partida) e José Pimenta. Depois de na véspera ter sido desclassificado por excesso de penalização, no segundo dia João Vivas levou a melhor, diante de Hortega, mas o 3.º lugar na classe bastou para Leite se sagrar campeão.

Na Open 2, Filipe Sampaio triunfou nos dois dias, e assim logo no Sábado garantiu a conquista da coroa nesta classe, sempre secundado por Diogo Valença, sendo que hoje a diferença cifrou-se apenas em 0,9s.

No Troféu Verdes, na classe V1 travou-se entusiasmante duelo. João Lourenço venceu no Sábado diante de João Araújo, e arrancaram para o último dia apenas separados por 1 ponto. A luta durou até final e Lourenço bisou vitória – garantindo o triunfo no Troféu – mas bateu Araújo apenas por 2,5s nesta última ronda.

Na classe Verdes 2, Alexandre Guia ganhou as duas etapas em Alcanena, mas o 2.º posto serviu para Gonçalo Gomes assegurar a conquista do Troféu, pois deixou sempre à sua rectaguarda o outro interessado, Rui Almeida.

Entre os Veteranos, António Oliveira confirmou o favoritismo para o título ao ganhar nos dois dias, o mesmo sucedendo com Rita Vieira para conquistar a coroa de Senhoras. Finalmente, nos Super Veteranos João Saraiva também repetiu vitória e na tabela de pontos conseguiu ultrapassar Paulo Viana, chegando assim ao êxito global.

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Texto e tabelas: http://www.fmotoportugal.pt
Foto: Arquivo - FB Gonçalo Reis

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