quarta-feira, 2 de novembro de 2016

CNTT 2016 - Portalegre com acção e drama


Em ano de 30º aniversário foram mais de 300 os inscritos para a derradeira prova do campeonato, este ano com um figurino novamente dividido por dois dias: o primeiro reservado ao prólogo e a um sector selectivo com pouco mais de 80 quilómetros e no dia mais importante a caravana enfrentou apenas um sector selectivo com mais de 300 quilómetros que em 2016 se revelaram secos, duros e desafiantes.

Por se comemorar uma data especial a prova começou com a realização de uma partida simbólica no Jardim do Tarro, no centro da cidade, na noite de quinta-feira, onde todos os pilotos foram apresentados ao muito público presente no local onde nos primeiros anos estava instalado o Parque-Fechado da prova.

No dia seguinte, sexta-feira, a prova começava bem cedo na Herdade das Coutadas e quem se mostrava de imediato muito veloz era Luis Oliveira. O vencedor em 2015 assinou o melhor tempo no prólogo perante vários milhares de espectadores que enchiam por completo as zonas mais espectaculares do percurso, batendo António Maio por escassas milésimas no primeiro 'round' de um duelo que se esperava bem animado para a mais longa e rápida secção da tarde.

Concentrado na conquista do campeonato, António Maio assumia o comando da prova com 26,75 segundos sobre Luís Oliveira, diferença conseguida mesmo com problemas na sua moto nos derradeiros metros do troço após uma passagem de água. Sebastian Buhler, líder do campeonato e já aos comandos de uma moto idêntica à do rival, ocupava o terceiro posto a quase 1m30s de Maio.

Com a Yamaha a fazer o pleno no pódio, João Lourenço era o melhor piloto de uma marca diferente. Aos comandos da Sherco, ocupava a quarta posição a quase três minutos do primeiro classificado e Gustavo Gaudêncio, em Honda, completava o top-5, também ele em excelente posição para se sagrar campeão nacional na classe. Mas para que tudo isso acontecesse faltava ainda o longo dia final.

Uma jornada onde Luís Oliveira voltou a ser o mais forte para vencer de novo a prova. Nas contas do campeonato, António Maio teve de sofrer para conquistar o título absoluto pela segunda vez na sua carreira, já que depois de uma queda ao quilómetros 10 o piloto alentejano não só ficou com problemas na sua moto mas fracturou igualmente a clavícula esquerda e foi nessa condição física que cumpriu 336 quilómetros de prova para ser sexto e novamente campeão nacional TT absoluto e na classe TT2. Luís Oliveira, concentrado na vitória, aproveitou para subir a primeiro e manter-se na frente até ao final para 'dobrar' a vitória de 2015 

Com os problemas de António Maio, Sebastian Buhler fez o seu papel e, apesar de não conseguir acompanhar o vencedor, concluiu a Baja Portalegre 500 em segundo. Mas este resultado não foi suficiente para que o campeão TT1 junta-se o título absoluto ao seu palmarés.

João Lourenço foi o terceiro na frente de João Vivas e Hélder Rodrigues. Martim Ventura foi o vencedor na classe TT1 e 10º da geral e o título em TT3 foi para Salvador Vargas depois de Gustavo Gaudêncio ter sido desclassificado após o final da corrida.

FMP

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