quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Baja Portalegre - Decisões no Alentejo


Em trinta anos de história da Baja de Portalegre apenas três pilotos conseguiram vencer a mesma por três vezes consecutivas, com a tripla mais recente a ser alcançada por António Maio, entre os anos de 2010 e 2012. Nesta reduzida lista estão igualmente os nomes de Mário Patrão, com três sucessos consecutivos entre 2004 e 2006, e também António Lopes, que subiu ao degrau mais alto do pódio de 1990 a 1992.
Nestas três décadas de história da mais importante prova do TT português foram 15 os pilotos que colocaram o seu nome na lista de vencedores e entre eles apenas dois estrangeiros, Richard Sainct e Alain Perez, que venceram nas pistas alentejanas em 1995 e 1996. Em 2017, Luís Oliveira – que venceu as duas últimas edições – irá procurar tornar-se no quarto piloto a conseguir três vitórias consecutivas. E depois de recentemente ter conquistado o título brasileiro de Enduro, o piloto de Belas procurará igualmente oferecer de novo a primeira posição aos japoneses da Honda, que não vence em Portalegre desde 2001, quando Paulo Gonçalves colocou o seu nome na lista de vencedores da prova organizada pelo ACP.
Mas para vencer Luís Oliveira terá que bater uma concorrência de luxo liderada pelos dois principais animadores do campeonato da especialidade em 2017, António Maio e Sebastian Buhler. Fruto do regulamento onde os pilotos podem deitar o pior resultado fora ambos estão empatados no arranque para a decisiva prova e terão que forçosamente terminar um na frente do outro, seja para António Maio renovar o ceptro, ou para Sebastian Buhler se juntar à lista dos melhores dos melhores do TT nacional. Em terceiro no campeonato, e fora da luta pelo título, Mário Patrão – o recordista de vitórias na prova com seis sucessos – poderá ser o principal fator de desempate entre ambos os pretendentes ao ceptro, tudo isto ao mesmo tempo que tem que ser sempre considerado como possível vencedor.
Mas ao lote dos candidatos temos que juntar ainda os nomes dos experientes e consagrados David Megre, Salvador Vargas – o campeão TT3 no passado ano que regressa à competição apenas para participar nesta prova – ou Martim Ventura, que aos comandos da sua 125cc promete causar estragos ao mesmo tempo que discute o título TT1 com Fernando Ferreira, outro dos pilotos que quer estar na frente desde os primeiros momentos da prova. Na classe maior, TT3, o ceptro está nas mãos do algarvio Luís Teixeira, mas o piloto de Alcoutim quer fechar o ano da melhor forma e também entrar na luta pelas primeiras posições. Tudo isto sem esquecer nomes com palmarés e capacidade para complicar ou não a vida aos que discutem os campeonatos e que estão em Portalegre como ‘outsiders’ de luxo. A preparar a prova desde que terminou o campeonato nacional de motocross, Luís Correia será certamente um dos pilotos em destaque, o mesmo se passando com o campeão nacional de enduro em 2017, Diogo Ventura, que faz a sua estreia na prova e poderá ter nesse pormenor o seu principal ‘handicap’.
Com quase 430 quilómetros discutidos ao cronómetro esta será mais uma vez a ronda decisiva do campeonato nacional no que diz respeito ás duas rodas em termos globais e também nas classificações por classes. Com três setores seletivos para enfrentar entre sexta e sábado os cerca de 160 participantes em moto terão igualmente a companhia no parque-fechado dos pilotos da Mini-Baja, prova que regressa novamente à Baja de Portalegre neste ano de 2017.

Texto: FMP
Foto: Idário Café - Photographer

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